Ana
Martins
Uma Trajetória de Lutas

Anna Maria Martins Soares nasceu no dia 1º de maio de 1940
na cidade de São Paulo. É casada com Antônio Martins, eletricista
aposentado que hoje atua como dirigente do PCdoB, com que tem
dois filhos, a Juliana e o Pedro. Desde 1976, mora no bairro da
Ponte Rasa, Zona Leste da capital. Iniciou sua militância política
no movimento operário em 1959. Trabalhou em várias fábricas. Em
1968 formou-se em Serviço Social pela PUC-SP. Por mais de 20 anos
trabalhou em programas de alfabetização de adultos nas Zonas Leste
e Sul. Elegeu-se vereadora pela 1ª vez em 1992 com mais de 13
mil votos. Na coligação Partidos do Povo (PT, PCdoB e PSB) obteve
a 5ª colocação. O ritmo e a seriedade do trabalho que desenvolve,
juntamente com sua equipe de gabinete, credenciaram-na a continuar,
com o seu 2º mandato, honrando o Partido Comunista de Brasil e
o seu eleitorado. Na eleição municipal de 1996 obteve 18.671 votos
pela coligação Sim Por São Paulo (PT, PCdoB, PSB e PMN), tendo
sido a mulher mais votada dentro da coligação.
De
1975 a 1981 foi uma das coordenadoras do Movimento Contra a Carestia
de Vida que levou milhares de pessoas às ruas. Há 40 anos participa
da luta pela melhoria das condições de vida da população paulistana.
Ana sempre esteve na organização dos Movimentos Populares lutando
por creches, maternidades, postos de saúde, rede de água e esgoto
etc. Foi voz atuante nas lutas contra a Ditadura Militar e pela
Assembléia Nacional Constituinte. Em toda a sua carreira de militante
defendeu a liberdade democrática e a soberania nacional.
Mulher
Ana Martins participa ativamente da luta pelos direitos da mulher,
como acesso à saúde e ao trabalho; contra a violência sexual e
a discriminação da mulher. Desde 1985 defende os direitos da criança
e do adolescente, luta que ganhou força após a promulgação da
Constituição de 1988, quando estes direitos foram reconhecidos
através do Estatuto da Criança e do Adolescente, lei nº 8.069
de 13 de julho de 1990. A partir de então, Ana contribui incisivamente
para a implantação dos Conselhos Tutelares determinados por lei
no Estado e no município. Atualmente integra a Rede Criança de
Combate à Violência Doméstica Contra a Criança e o Adolescente
que já realizou diversos seminários na cidade para discutir o
assunto com os profissionais da área.
Toda
a trajetória da mulher, mãe, profissional, comunista e vereadora
tem se pautado pelo atendimento às reivindicações populares na
busca de melhor qualidade de vida. Hoje, a vereadora é líder da
bancada do PCdoB e 2ª suplente da Mesa Diretora da Câmara. Seus
mandatos têm sido utilizados para ampliar e fortalecer a representatividade
popular dentro do Parlamento e demais órgãos institucionais. Sua
agenda é principalmente voltada às atividades populares de luta
contra as injustiças sociais e contra as medidas antidemocráticas
e antipopulares dos atuais governos neoliberais. Atualmente é
membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.
Trabalho
legislativo
O trabalho legislativo sempre serviu para intensificar as antigas
lutas por infra-estrutura urbana. Nos últimos anos, ampliou sua
atuação política em novas frentes em defesa da qualidade de vida
e democratização da cidade, como a luta acerca das Operações Urbanas:
Faria Lima, Águas Espraiadas e Pacaembú.
Saúde
Como
presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal em 1995/1996,
a vereadora Ana Martins realizou um significativo trabalho em
defesa da saúde pública, denunciando o PAS - Programa de Assistência
à Saúde, como um plano privatizante, que além de excluir o acesso
universal à saúde, visa apenas enriquecer o grupo de medicina
privada que administra, com dinheiro dos contribuintes, a rede
de saúde do município. A partir deste entendimento Ana Martins
em 1995 apresentou o Projeto de Decreto Legislativo nº 105/95
solicitando a sua revogação.
Em
abril de 1999, para apurar as denúncias de corrupção nos módulos
do PAS e as irregularidades cometidas contra o funcionalismo na
implantação do Plano, Ana solicitou a abertura de uma CPI para
apurar o caso, mas os representantes do prefeito Pitta na Câmara,
na época, não permitiram que fossem feitas as investigações.
Mas agora, com a abertura das investigações pela
Câmara, todas as denúncias de Ana Martins estão sendo confirmadas.
Moradia
Nos últimos 40 anos Ana Martins também destacou-se como
liderança de entidades e movimentos em defesa da moradia popular.
Ana Martins colocou o seu mandato à disposição da luta popular
contra a política dos especuladores de terra e contra os altos
preços dos aluguéis. Destacou-se nas lutas contra os despejos,
as desapropriações e o desordenamento do uso e ocupação do solo
urbano.
Na
Câmara, a fim de integrar a sabedoria popular e o conhecimento
de especialistas do setor, Ana solicitou e presidiu três Comissões
de Estudos que aprofundaram o debate sobre a política urbana e
habitacional. Deste trabalho, realizado com arquitetos, urbanistas
e representantes dos movimentos populares e sindicais, resultaram
relatórios que norteiam as saídas para diminuir a carência de
moradia na cidade e melhorar a qualidade de vida nos bairros.
Através desse trabalho,
Ana Martins tornou-se referência sobre o assunto, tanto para o
movimento popular, que luta por moradia, como para o setor técnico
ligado à política urbana e habitacional.
Lei
12.654
Os estudos realizados pelas Comissões presididas pela vereadora
Ana Martins reforçaram a necessidade de se apresentar projetos
de lei que elevem a qualidade de vida do povo paulistano. Neste
sentido, em 1998, a Câmara Municipal aprovou a lei nº 12.654,
de autoria de Ana Martins, que determina à prefeitura a criação
de equipes multiprofissionais (arquitetos, engenheiros, assistentes
sociais etc) para estudar a realidade das favelas e ocupações
com o intuito de regularizá-las e urbanizá-las. Analisando cada
área individualmente será possível criar medidas para fornecer
aos moradores a documentação do imóvel, além de permitir melhorias
para o bairro como asfalto, água, luz, transporte, lazer (praças
e centros esportivos), creches, postos de saúde, escolas e tudo
mais que ajude as pessoas a viverem melhor.
Nova
etapa
Entretanto, cabe ressaltar que projetos de lei importantes, aprovados
pela Câmara, acabaram sendo vetados pelos prefeitos Maluf e Pitta,
numa demonstração de completa falta de sensibilidade com as necessidades
da população.
Agora,
eleita para o seu terceiro mandato, Ana Martins foi escolhida
para ser líder da bancada do PCdoB na Câmara e para
presidir a CPI da Dívida Pública. Como integrante
da base de apoio da prefeita Marta Suplicy, Ana Martins pretende
intensificar seu trabalho e ajudar a prefeitura a colocar São
Paulo de volta nos trilhos para que se possa oferecer melhores
condições de vida e trabalho para seus milhôes
de habitantes.