Programa
"Mulher:
Sua Saúde, Seus Direitos"
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Lei
da vereadora Ana Martins cria canal
para difundir ao público feminino informações importantes
nas áreas de Saúde da Mulher, Gravidez, Parto e Pós-Parto,
Adolescência Feminina, Prevenção a Aids, Menopausa, Terceira
Idade, entre outras
A
vereadora Ana Martins (PCdoB) acaba de obter uma vitória importantíssima
para o conjunto das mulheres paulistanas. A sessão de ontem,
08 de agosto, da Câmara Municipal, derrubou o veto do Executivo
a projeto de lei de sua autoria, nº 192/97, criando, assim,
o Programa "Mulher: Sua Saúde, Seus Direitos".
O
programa "Mulher: Sua Saúde, Seus Direitos" institui uma campanha
educativa de larga escala para fornecer informações essenciais
ao público feminino. Tem o objetivo de difundir, por intermédio
de seminários, palestras, cartilhas e outros veículos, conhecimentos
imprescindíveis nas áreas de Saúde da Mulher, Gravidez, Parto
e Pós-Parto, Adolescência Feminina, Prevenção a Aids, Menopausa
e Terceira Idade etc.
Também
prevê a criação e distribuição, pela Rede Municipal de Saúde,
do "Cartão da Mulher", que servirá para controle de consultas,
exames e tratamentos de Ginecologia, Citologia Oncológica,
Mamografia, Ecografia, Teste de Osteoporose, Planejamento
Familiar, Gestação, Menopausa e Terceira Idade.
Assessoria
de Imprensa da vereadora Ana Martins (PCdoB), Alice Cardoso,
telefones 3111-2226 / 2409 ou 9828-1250
Assessoria
de Imprensa da Bancada do PCdoB, Chico Damaso, telefones 3871-2331
/ 3873-6083 / 3865-4657 ou 9911-8117.
O
veto do presidente ao
Estatuto da Cidade
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|
Por
Ana Martins*
O
Estatuto da Cidade, lei que regulamenta os artigos 182 e 183
da Constituição, criou instrumentos que, quando viabilizados
pelo Plano Diretor, poderão provocar mudanças na política fundiária
urbana.
As
transformações mais explícitas devem recair sobre a exigência
do cumprimento da função social da propriedade, através
do IPTU progressivo. Esse instrumento possibilitará que
o município exija do proprietário o parcelamento, a edificação
ou a utilização compulsórias de áreas ociosas ou subutilizadas,
delimitadas pelo Plano Diretor. O descumprimento das condições
e dos prazos previstos acarretará a aplicação do IPTU progressivo
no tempo. Após 5 anos, se a área não houver cumprido sua função
social, poderá ser executada a desapropriação do imóvel, com
pagamentos em títulos da dívida pública.
Outra
inovação foi a possibilidade de executar o usucapião coletivo
em áreas particulares, que poderá facilitar a regularização
destas, estabelecendo igual fração ideal de terreno a cada possuidor.
Hoje, a legislação que regulamenta habitações de interesse social
não permite sua legalização em condomínio.
O
direito de superfície e o direito de preempção
já são adotados em algumas cidades sob legislação específica
e o Estatuto amplia sua utilização para todo país. O direito
de superfície separa o direito de uso do direito de propriedade,
possibilitando a compra e a venda de solo criado conforme definição
do potencial desses lotes no Plano Diretor.
O
Estudo de impacto de vizinhança deverá ser executado
para todo empreendimento definido em lei competente. Esse instrumento
coibirá a liberação de índices construtivos para atender situações
particulares.
Apesar
desses avanços serem importantes para assegurar uma ordenação
mais justa e democrática do espaço urbano, temos de lamentar
os vetos do Presidente da República. O principal veto
impossibilitou a regularização de ocupações em áreas públicas
- a concessão real de uso especial para fins de moradia.
Sabe-se
que a maioria das ocupações nas grandes cidades do país estão
em áreas públicas. Portanto, a maioria da população que vive
em áreas irregulares não será contemplada com a nova lei. Esse
tema, aliás, foi objeto de lei 12.654/98 , de nossa autoria,
que permite a regularização e urbanização das ocupações e favelas,
como Áreas de Interesse Social para Urbanização Específica.
Os
outros vetos tiveram acento na questão da participação popular.
O brasileiro foi vertiginosamente golpeado pela prevenção do
presidente em estimular a manifestação do cidadão nas questões
urbanas e sua conseqüente organização e conscientização.
Não
foi garantida a obrigatoriedade de a população opinar
e influir no processo de elaboração do Plano Diretor e
na fiscalização de sua implementação. Foram excluídos o
referendo popular e o plebiscito como instrumentos
para garantir a gestão democrática. E, ainda, não haverá punição
administrativa ao prefeito que impedir ou deixar de garantir
a participação de comunidades, movimentos e entidades da sociedade
civil no controle de dispêndio de recursos para a aplicação
dos instrumentos de política urbana.
Diante
do exposto, esse é o momento de nos mobilizarmos, para pressionar
o Congresso a reverter essa situação. É necessário que a sociedade
se una, discuta e exija que o Congresso não aceite os
vetos impostos pelo presidente. Essa mobilização deve aproveitar
para aprofundar as questões relevantes da cidade e mostrar que
a sociedade deseja construir seu habitat e não ficar à margem
dessas grandes resoluções do cotidiano como intenta o sr. Presidente.
.
*
Vereadora Ana Martins, líder do PCdoB na Câmara Municipal e
presidente da CPI da Dívida Pública do Município de São Paulo
Maluf
tem depoimento marcado na CPI da Dívida Pública, dia 13
de agosto, às 13h
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|
Caso o ex-prefeito não compareça, a Comissão irá solicitar sua
condução coercitiva
A
CPI da Dívida Pública do Município de São Paulo, presidida pela
vereadora Ana Martins (PCdoB), decidiu ontem, 6 de agosto, manter
o depoimento do ex-prefeito Paulo Maluf, para a próxima segunda-feira,
dia 13 de agosto, às 13h. Caso Maluf não compareça, a Comissão
irá solicitar ao Poder Judiciário sua condução coercitiva para
que preste esclarecimentos que ajudem a elucidar o elevado endividamento
da cidade durante sua administração.
Maluf
já não compareceu à sessão do dia 29/6, para a qual havia sido
intimado. Na oportunidade, o ex-prefeito recorreu à Justiça,
alegando que o surgimento de novos fatos – denúncias de
que teria contas nas Ilhas de Jersey - , fugiam do objeto das
investigações da CPI da Dívida. O ex-prefeito perdeu a causa
e os juízes decidiram pela manutenção de seu depoimento à CPI.
Quebrado
sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-superintendente
do IPREM, Bertoldo Salum
A
CPI da Dívida Pública de São Paulo também acaba de obter vitória
judicial que irá contribuir para a elucidação do nebuloso empréstimo
de R$ 150 milhões que o Instituto de Previdência Municipal (IPREM)
fez à Prefeitura em 1996, durante o governo de Paulo Maluf.
A decisão do Departamento Técnico de Inquéritos Policiais e
Polícia Judiciária (Dipo) de acatar solicitação da CPI e quebrar
os sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-superintendente
do órgão, Bertoldo Salum, foi mantida, apesar de este ter tentado
revertê-la em várias instâncias.
Em
18 de junho, o DIPO, por intermédio do juiz corregedor dr. Maurício
Lemos Porto Alves, já acatara o pedido da CPI da Dívida Pública
de São Paulo, ordenando a quebra dos sigilos do ex-superintendente
do IPREM. Bertoldo Salum tentou conseguir liminar, mas não obteve
sucesso. Agora, aumentam as possibilidades de a Comissão Parlamentar
de Inquérito esclarecer todas as circunstâncias da transação.
Histórico
Em
1996, o ex-prefeito Paulo Maluf patrocinou uma operação, questionável,
para se utilizar dos recursos do IPREM, que, até então, era
obrigado a destinar o patrimônio e recursos exclusivamente ao
custeio de suas finalidades/atividades. Enviou à Câmara projeto
de lei, que abria as portas para o órgão emprestar dinheiro
à Prefeitura.
Às
vésperas da votação do projeto de lei na Câmara, o Conselho
do IPREM, que daria parecer sobre o empréstimo, exonerou-se.
Esses conselheiros, em depoimento à CPI, afirmaram que a liberação
do dinheiro à Prefeitura desvirtuaria o princípio básico do
órgão. Novos conselheiros tomaram posse em 14 de agosto de 1996,
mesma data em que a lei de Maluf foi aprovada.
No
dia seguinte, em sessão extraordinária do Conselho, convocada
por Bertoldo Salum, esses novos conselheiros aprovaram empréstimo
inicial de R$120 milhões. Embora estivessem assumindo os cargos
naquela data e, portanto, ainda estivessem tomando pé da situação,
não levaram nem quatro horas para analisar os documentos e liberar
o dinheiro que, por sinal, entrou no mesmo dia na conta da Prefeitura,
apesar dos papéis terem sido assinados após às 17 horas.
Pouco
mais tarde, em 28 de agosto do mesmo ano, novo empréstimo, no
valor de 30 milhões, foi liberado.
Nesta
transação, a prefeitura obteve empréstimo total de R$ 150 milhões,
que jamais foram pagos. Hoje, a dívida transformou-se em R$454
milhões. Além disso, a municipalidade deve ao IPREM o montante
de R$566 milhões que refere-se ao não repasse da contribuição
patronal, que deveria ter sido feito pelas administrações Maluf
e Pitta. A dívida atual e total, portanto, está na casa de R$
1.020 bilhão.
Calendário
e relatório
Os
membros da CPI reservaram o dia 10 de agosto, a partir das 13h30,
para o debate e aprovação do relatório parcial da Comissão.
Os próximos depoentes serão:
-
13/8
às 13h00 – Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo
- 14/8
às 17h30 – Alkimar Moura, ex-diretor da Dívida Pública do
Banco Central,
- 17/8
às 13h00 - Wagner Baptista Ramos, ex-coordenador da Dívida Pública
de São Paulo,
- 20/8
às 13h00 – José Antonio de Freitas, às 15h00 - Reinaldo
de Barros, ex-secretário de Obras e às 17h00 – Pedro Neiva,
membro da Coordenadoria da Dívida Pública do Município de SP
A
CPI também terá sessões nos dias 15, 16, 21 e 22 de agosto,
às 17h30.
Fazem
parte desta CPI os vereadores: Ana Martins (PCdoB) – presidente,
Milton Leite (PMDB) - relator, João Antonio e Augusto Campos
(PT), Edivaldo Estima (PPB), Eliseu Gabriel (PDT) e Marcos Zerbini
(PSDB).
Informações
adicionais com Alice Cardoso, Assessora de Imprensa da vereadora
Ana Martins (PCdoB), pelos telefones (11) 3111-2409 / 2226 /
9828-1250, ou com Chico Damaso / Graziela Salomão, Assessoria
de Imprensa da Bancada do PCdoB, pelos telefones (11) 3871-2331
/ 3873-6083 / 3865-4657 / 9911-8117
| CPI
da Dívida Pública se solidariza com a vereadora Ana Martins
e repudia ameaças de Paulo Maluf |
|
A
CPI da Dívida Pública do Município de São Paulo, em reunião, ontem,
6 de agosto, repudiou as ameaças do ex-prefeito Paulo Maluf de
processar a presidente da Comissão, vereadora Ana Martins (PCdoB).
Os membros da CPI registraram uma vez mais que o relatório parcial
não foi ainda divulgado e está sendo preparado para ser apreciado
pela Comissão no decorrer deste mês.
Além
de prestar solidariedade à vereadora Ana Martins, os componentes
da CPI fizeram questão de frisar que as ameaças do ex-prefeito
Paulo Maluf não impedirão que a Comissão apure com firmeza e tome
as providências cabíveis contra os responsáveis pelo inexplicável
endividamento da cidade nos últimos dez anos.
Instalada
em fevereiro deste ano para apurar as reais causas do endividamento
de São Paulo, a CPI da Dívida Pública Municipal tem realizado
um trabalho sério e consistente, que inclusive já rendeu frutos,
como a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de um
dos arrolados nos depoimentos. Portanto, a CPI julga no mínimo
estranha a atitude do ex-prefeito Paulo Maluf.
A
CPI considera que atitudes como esta são típicas do ex-prefeito
Paulo Maluf, que costuma valer-se de estratégias questionáveis,
atribuindo a outras pessoas práticas que são suas.
Compreende
ainda que, na condição de cidadão, o ex-prefeito tem o direito
de fazer o que bem entende, desde que se responsabilize por seus
atos. No entanto, sua postura intimidatória, por mais truculenta
que seja, não irá escamotear fatos de ciência de todos os paulistanos:
1º. É o ex-prefeito Paulo Maluf quem deve uma série de esclarecimentos
à sociedade de São Paulo sobre o inexplicável crescimento do endividamento
da cidade em sua administração; 2º. É Paulo Maluf quem deve justificativas
à Justiça, na qual vem respondendo a processos em várias instâncias.
Investigar
os motivos que levaram São Paulo a contrair dívidas que, hoje,
aproximam-se dos R$ 25 bilhões, mais do que o valor de três orçamentos
municipais, é sim uma obrigação e um compromisso que a CPI da
Dívida Pública Municipal tem com a cidade de São Paulo. Pressões
e outros artifícios jamais farão com que a Comissão recue diante
de suas responsabilidades.
O
ex-prefeito Paulo Maluf já tentou por duas vezes obter liminares
na Justiça para não voltar a depor na CPI. Foi derrotado em ambas
e, apesar de suas ameaças, terá sim de prestar esclarecimentos
a todos os cidadãos de São Paulo, sobre sua questionável administração.
Assessoria
de Imprensa da Bancada do PCdoB, Chico Damaso, telefones 3871-2331
/ 3873-6083 / 3865-4657 ou 9911-8117.
Assessoria
de Imprensa da vereadora Ana Martins (PCdoB), Alice Cardoso, telefones
3111-2226 / 2409 ou 9828-1250
| CPI
da dívida apura irregularidades |
|
Há
um mês de sua instalação a CPI da Dívida Pública Municipal, que
tem o objetivo de investigar a formação da dívida na última década
e suas conseqüências hoje na redução da capacidade de investimento
da Prefeitura, já ouviu vários depoimentos.
O economista
Odilon Guedes, mestre no assunto pela PUC/SP, fez um panorama geral
da dívida e apontou os ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta como
sendo os principais responsáveis pelo acelerado crescimento da dívida
de São Paulo. Enquanto na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina a
dívida cresceu 12%, nas administrações Maluf e Pitta cresceu 114%
e 92% respectivamente, saltando de R$ 4,450 bilhões no início de
93 para R$ 18,250 bilhões no final de 2000.
Os
motivos que a elevaram ao patamar de "impagável" foram a emissão
irregular de Letras Financeiras do Tesouro Nacional - LFTM somada
a política de juros altos aplicada pelo governo de FHC, nos anos
de 1994 e 1995, durante a implantação do Plano Real. Neste período,
para atrair capital externo, as taxas de juros eram estratosféricas.
Chegamos a praticar taxa de 46% ao ano.
As
LFTM´s destinadas ao pagamento de precatórios, além de terem seus
montantes inflados, tiveram seus recursos desviados sob as vistas
grossas do Banco Central e do Senado. Segundo o relatório final
da CPI dos Precatórios, instalada pelo próprio Senado em 1997, 76,61%
dos valores obtidos com a emissão de títulos foram utilizados para
outros fins, contrariando as normas constitucionais vigentes. A
CPI do Senado mapeou 22 operações atípicas onde a Prefeitura, através
do Fundo de Liquidez, administrado pelo Banespa e depois pelo Banco
do Brasil, autorizou negociações que se constituíram na chamada
"cadeia da felicidade", trazendo prejuízo à cidade e benefício a
diversos intermediários e alguns grandes bancos.
As
investigações em curso sinalizam que, pretendendo ser eleito presidente
da República em 1998, Maluf, já em 1995, começou a investir pesado
em sua campanha. Para passar a imagem de bom administrador transformou
a cidade em um "verdadeiro canteiro de obras", implantou o PAS e
apropriou-se de recursos do IPREM - Fundo de Pensão dos servidores.
Todos estes projetos contribuíram para a elevação da dívida.
Vários
questionamentos vêm sendo feitos quanto aos valores dessas obras,
sobre as quais técnicos do setor de construção apontam fortes indícios
de superfaturamento. Há no Ministério Público várias representações
a respeito. A implantação do PAS na rede pública de saúde também
acrescentou um prejuízo considerável aos cofres públicos, haja vista
que o município deixou de receber um repasse de cerca de R$ 2 bilhões
ao longo de sua vigência.
Os
depoimentos do ex-secretário de Finanças, Amir Khair e da ex-prefeita
Luiza Erundina convergem para essas análises. Khair acrescentou
o problema do "confisco" das verbas do IPREM feito por Maluf em
sua gestão. O empréstimo, que hoje chega a R$ 700 milhões, junto
ao órgão paralisou o instituto que desempenhava também o papel de
agente financeiro no setor de habitação, entre outros, para os servidores.
Em
dezembro de 1999, visando dar continuidade à sua política de privatização,
o governo federal, através da MP nº 1891, fecha o acordo de refinanciamento
da dívida da PMSP. Este acordo deixa o Banespa e o BB livres dos
encargos com os títulos públicos. O montante renegociado foi de
R$ 10,5 bilhões. O pagamento desta dívida compromete 13% da receita
líquida real do município, diminuindo sua capacidade de investimento.
Portanto,
a todo custo, Maluf, que tinha como secretário de Finanças, Celso
Pitta, endividou a cidade da pior forma possível, através das LFTM,
que têm um altíssimo custo financeiro; da aventura do PAS; e das
grandes obras superfaturadas, que beneficiaram empreiteiras aliadas
às suas pretensões políticas, mas pouco garantiu qualidade de vida
para a grande maioria dos moradores da cidade.
Diante
deste quadro, a CPI esforça-se para provar que os recursos obtidos
pela emissão irregular de títulos foram usados para financiar as
grandes obras. Queremos apontar ao Ministério Público que a entrada
dos recursos dos títulos coincide com a saída de verbas extra-orçamentárias
pagas às empreiteiras. Devemos denunciar os termos da renegociação
da dívida com o governo federal e fazer uma crítica política à opção
econômica que o governo FHC impõe aos brasileiros, resgatando a
discussão da dívida externa e de como ela é paga. Denunciar a verdadeira
face da Lei de Responsabilidade Fiscal, que na verdade serve para
que FHC cumpra à risca os 'inadiáveis e incondicionais compromissos
com o FMI', que determinam o corte com os gastos sociais. E, sobretudo,
esforçar-se para anular parte da dívida, principalmente a que se
refere aos títulos públicos.
Para
tanto, contamos com a força e mobilização dos movimentos populares
organizados. As sessões da CPI são abertas ao público e acontecem
todas as segundas -feiras a partir das 13 horas no auditório Prestes
Maia, 1º andar da Câmara Municipal.
Ana
Martins é assistente social, vereadora e presidente da CPI da Dívida
na CMSP
| Dívida
com IPREM ultrapassa os R$ 700 milhões |
|
Os membros da CPI da Dívida Pública Municipal ouvirão na próxima sexta-feira,
30 de março, às 13 horas, o ex-superintendente do Iprem - Instituto
de Previdência Municipal, Bertoldo Salum. Ele deverá falar sobre
o desrespeito da administração Maluf com os pagamentos devidos pela
Prefeitura ao Iprem, incluindo a falta de correção monetária, tanto
no que se referia à contribuição patronal de 2%, de obrigação da
PMSP, como no que tangia à contribuição de 5%, compulsoriamente
descontados dos proventos dos funcionários.
Salum deverá responder também sobre os empréstimos que o ex-prefeito Paulo Maluf
fez junto ao órgão durante a sua gestão. Neste período Maluf não
honrou as pensões das viúvas e dos inativos.
Hoje a Prefeitura deve ao instituto mais de R$ 700 milhões. As investigações
indicam que Maluf, com o intuito de se eleger Presidente da República
nas eleições de 1998, já em 1995, começou a “buscar verbas” para
aplicar em obras faraônicas. Seu objetivo era passar aos munícipes,
leia-se eleitores, uma imagem de bom administrador e de “tocador
de obras”.
Além de não recolher a parte que cabia a Prefeitura na composição das receitas
do Iprem, provocou a descapitalização do instituto se apropriando
indevidamente de seu fundo. Este instituto de pensão dos servidores,
foi colocado por Maluf na condição de unidade orçamentária da Prefeitura.
Segundo a presidente da CPI, vereadora Ana Martins (PCdoB), a consequência direta
deste ato foi a paralisação do instituto durante este período. “O
Iprem deixou de lado o papel que desempenhava como agente financeiro
no setor de habitação, entre outros, para os servidores”, afirma
a presidente.
Fazem parte desta CPI os vereadores: Ana Martins (PCdoB) –presidente, Milton
Leite (PMDB) - relator, João Antonio e Augusto Campos (PT), Edivaldo
Estima (PPB), Eliseu Gabriel (PDT) e Marcos Zerbini (PSDB).
Mais informações com Alice Cardoso, Assessora
de Imprensa da vereadora Ana Martins (PCdoB), pelos telefones 3111-2451
/ 2226 ou com Chico Damaso, Assessor de Imprensa da Bancada do PCdoB,
pelos telefones 3871-2331 / 3873-6083 / 865-4657 ou 9911-8117.
| Depoimento
de Tuma aponta para a anulação de parte da dívida de São Paulo |
|
A utilização
irregular de recursos obtidos com os títulos públicos para o pagamento
de precatórios foi o principal tema discutido hoje na reunião da
CPI que investiga a composição da dívida pública do município de
São Paulo. Os depoentes desta reunião foram o Procurador Geral do
Município, Drº César Augusto Alves Cordaro e o Senador Romeu Tuma
(PFL), membro da CPI dos Precatórios do Congresso Nacional.
Segundo
o Procurador Geral, Drº César Cordaro, o desaparelhamento da PGM,
nas duas últimas gestões, facilitou a emissão irregulares de títulos
públicos no mercado. "O desapreço, nos últimos oito anos, ao
trabalho jurídico, resultou na falta de recursos materiais e humano.
Hoje esta opção administrativa afeta substancialmente a cobrança
da dívida", afirmou Cordaro. Apesar do aumento de volume de
trabalho, a PGM, que tem cerca de 530 cargos disponíveis, encontra-se
com mais de 200 cargos vagos.
Cordaro
declarou que a dívida de São Paulo com precatórios atinge R$ 2,5
bilhões. O último pagamento ocorreu em1996. De 1997 para cá, nem
os precatórios alimentares, que têm prioridade de pagamento, estão
sendo efetuados. Hoje aguardam pagamento 799 precatórios originários
de ações alimentares, das quais 74 de 1997; 122 de 1998; 101 de
1999; 120 de 2000 e 382 previstos para 2001.
O
Senador Romeu Tuma (PFL), afirmou que a CPI paulistana deve dar
prosseguimento às investigações iniciadas no Senado. " Cabe
a esta CPI aprofundar as investigações sobre o esquema fraudulento
realizado pela equipe do então Secretário Municipal de Finanças,
Celso Pitta, em relação à "fabricação de precatórios";
os lucros indevidos que a emissão destes títulos trouxeram; o destino
da verba arrecadada com a emissão de títulos e até mesmo o pedido
de anulação do pagamento de tais títulos. Hoje não existe nenhuma
ação de ressarcimento por parte da Prefeitura.
No
final da reunião os membros da CPI aprovaram a convocação de Maria
Helena Moreira Cella, Nivaldo Furtado de Almeida e Pedro Neiva Filho,
todos membros da equipe de Wagner Batista Ramos que também será
convocado para depor. Os depoimentos devem ocorrer no dia 23/3.
Na
próxima reunião que acontecerá dia 19/3, considerando que as reuniões
acontecem às segundas feiras, às 13 horas, será ouvido o ex-secretário
de Finanças, Amir Khair. No dia 26/3 estão convidados para depor
o atual secretário da pasta, João Sayad e o Senador Eduardo Suplicy.
Esta
reunião foi acompanhada por dois assessores técnicos do Tribunal
de Contas do Município e por um representante da Ordem dos Advogados
do Brasil.
| Bancada
de esquerda recupera credibilidade da Câmara Municipal |
|
Segundo
Datafolha, 26% avaliam desempenho da Câmara como ótimo ou bom; em
2000, percentual era de 6%.
Pesquisa
Datafolha realizada em 3 de abril demonstra que a população está
mais confiante na atuação dos vereadores nesta atual legislatura,
que conta com uma maioria de parlamentares ligados a partidos de
esquerda e centro-esquerda.
De
acordo com o levantamento, 26% dos entrevistados avaliaram como
ótimo ou bom o desempenho dos parlamentares paulistanos nos três
primeiros meses da nova legislatura.
Os
vereadores têm uma atuação considerada regular por 47% dos eleitores
entrevistados. Para 19%, eles são ruins ou péssimos, e 8% não souberam
opinar. Foram ouvidas 1.536 pessoas.
A
avaliação é a melhor desde 1999, quando 57% dos entrevistados pelo
Datafolha consideravam a atuação da Câmara ruim ou péssima; apenas
6% a consideravam boa ou ótima e 27%, regular.
Em
julho de 2000, a impopularidade dos vereadores cresceu ainda mais:
64% dos entrevistados achavam ruim ou péssimo o desempenho da Câmara
Municipal. A avaliação negativa se manteve e, em setembro do ano
passado, a pesquisa apontou que 60% da população considerava ruim
ou péssima a atuação dos vereadores, e apenas 6% dos consultados
achavam ótimo ou bom o desempenho dos parlamentares. Em 2000, a
Câmara não votou quase nenhum projeto relevante, apenas "perfumarias"
como mudanças de nomes de ruas e instituição de datas comemorativas.
Em julho os vereadores votaram contra o pedido de impeachment do
ex-prefeito Celso Pitta (PTN) e o absolveram de 11 acusações feitas
contra ele pela OAB-SP. Há que se registrar que, na época, a maioria
dos vereadores era ligada ao malufismo.
Na
legislatura passada, dois vereadores, Vicente Viscome (sem partido)
e Maria Helena Fontes (PL), e um ex-vereador (o deputado cassado
Hanna Garib, sem partido) foram presos acusados de envolvimento
com a máfia da propina. Viscome (sem partido) é o único que continua
na cadeia.
A
pesquisa revelou ainda que 34% dos entrevistados disseram ter um
grande interesse pelo trabalho dos vereadores. Outros 37% classificaram
como médio seu interesse pela Câmara, enquanto para 20% há um pequeno
interesse por esse assunto; 8% não têm interesse e 2% não responderam
à pergunta.
Repercussão
Na
opinião da vereadora Ana Martins, reeleita para o seu terceiro mandato
consecutivo, o resultado da pesquisa reflete o trabalho dos vereadores
nesta legislatura. "Na eleição de 2000, só alguns poucos vereadores
que davam sustentação ao governo Pitta conseguiram se reeleger.
Por outro lado, os vereadores da bancada de oposição foram quase
todos reeleitos e a coligação que apoiou a candidatura de Marta
Suplicy elegeu 19 parlamentares, sendo três do PCdoB. Esta nova
composição deu fôlego novo ao trabalho do legislativo municipal
que, atuando com lisura e competência, está ganhando o reconhecimento
da população". Ana Martins foi uma das vereadoras que encabeçou
a luta pelo impeachment de Pitta.
O
líder da prefeita na Câmara, José Mentor (PT), afirmou que a pesquisa
demonstra a preocupação dos vereadores no resgate do papel da Câmara.
Ele destacou que "a reforma administrativa e a postura da mesa diretora
no processo interno" contribuíram para a melhoria da imagem.
De
acordo com Mentor, também houve mudança no relacionamento entre
o Executivo e o Legislativo.
| Pedido
de CPI do IPREM é protocolado na Câmara Municipal |
|
O
vereador Claudio Fonseca (PCdoB) deu entrada na Câmara Municipal
de São Paulo a pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades e ilegalidades cometidas
na gestão dos recursos do Instituto de Previdência do Município
– Iprem, no período de 1993 a 2000. O requerimento, protocolado
em 10 de maio, é baseado em dados levantados na atual legislatura
pela CPI da Dívida Pública Municipal e em denúncias de má gestão
e favorecimento político publicadas pela imprensa nos últimos cinco
anos.
Originalmente,
o IPREM era obrigado a destinar seu patrimônio e recursos exclusivamente
à consecução de suas finalidades ou custeio de atividades. Ou seja,
os recursos teriam a única finalidade de prover pensão e administrar
o sistema de previdência dos funcionários públicos municipais.
Acontece
que, em agosto de 1996, o então governador Maluf conseguiu que a
Câmara aprovasse a Lei nº 12.158 permitindo às autarquias, sociedades
de economia mista e empresas públicas a concederem empréstimos ao
Tesouro Municipal. Com base na lei, a Prefeitura obteve vultosos
empréstimos do Instituto.
O
primeiro contrato de empréstimo, assinado em 14 de agosto de 1996
entre o Iprem e a Prefeitura, no valor de R$ 120 milhões, teve como
testemunha o ex-coordenador da Dívida do Município, Wagner Batista
Ramos. Contra Ramos também existem várias ações referentes ao caso
da emissão irregular de precatórios do Município.
Durante
as administrações Paulo Maluf e Pitta os empréstimos não foram pagos.
Para piorar a situação, a municipalidade também deixou de repassar
ao órgão os 2% que teria de recolher mensalmente para constituir
o fundo que garante recursos para o cumprimento dos objetivos do
Instituto. Resultado: a dívida da prefeitura com o IPREM tomou uma
dimensão astronômica: atualmente é de 1.020 bilhão, dos quais R$
566 milhões referem-se a repasses atrasados e R$ 454 milhões originam-se
dos empréstimos obtidos.
Em
depoimento à CPI da Dívida Pública Municipal, o ex-superintendente
do IPREM, Bertoldo Salum, foi evasivo. Ex-conselheiros afastados
por não concordarem com o empréstimo também foram ouvidos e confirmaram
que eram contrários à operação devido à mesma não atender às finalidades
básicas do IPREM.
Já
os ex-conselheiros que aprovaram os empréstimos disseram que, baseados
em planilhas do IPREM, na lei 12.158, e nas taxas de juros prometidas
pela Prefeitura, consideraram a operação um bom negócio. Os documentos,
aliás, foram fornecidos pelo ex-superintendente do Instituto, Bertoldo
Salum, que responde a processos no Ministério Público e a inquérito
na Polícia Civil por prevaricação.
Foi
em função de todas essas irregularidades já levantadas pela CPI
da Dívida Pública Municipal, aliás, que o vereador Claudio Fonseca
tomou a iniciativa de apresentar o pedido de abertura de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito específica do IPREM, para que toda e qualquer
ilegalidade cometida seja investigada em fórum próprio e seus responsáveis
sejam devidamente punidos.
Informações
adicionais com Chico Damaso / Graziela Salomão (Assessoria
de Imprensa da Bancada Municipal do PCdoB) pelos telefones: (11)
3873.6083 / 3871.2331 / 3865.4657 / 3675.7683 / 9911.8117.
Projeto
de Lei cria Semana de Estudo do Orçamento Público
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Semana
de Estudos será realizada anualmente em agosto, período em que os
órgãos públicos iniciam o processo de discussão e elaboração do
orçamento para o próximo exercício
O
vereador Cláudio Fonseca (PCdoB) apresentou recentemente à Câmara
Municipal de São Paulo, o Projeto de Lei 215, que propõe a criação
da "Semana de Estudos sobre o Orçamento Público". A iniciativa tem
o objetivo de fortalecer a implementação do orçamento participativo
e de estimular o exercício da cidadania.
A
"Semana de Estudos sobre o Orçamento Público" deve realizar-se anualmente
e visa dar aos munícipes a oportunidade de interferir diretamente
na definição das políticas públicas da cidade. A idéia é que sejam
realizados uma série de eventos durante os quais os paulistanos
poderão debater e influir na elaboração do orçamento de São Paulo.
Diante da globalização que reduz a força dos estados nacionais e
aumenta os problemas locais, é fundamental que a sociedade intervenha
concretamente em questões de seu interesse, como o ensino, a situação
das vias públicas, o trânsito, as enchentes, entre outras.
"É
de suma importância que o paulistano tome consciência de que, quanto
mais ele participa das decisões de interesse da cidade, maior será
seu poder de intervenção nas ações da Administração Pública e na
cobrança de resultados", afirma o vereador.
Informações
adicionais com Chico Damaso / Graziela Salomão (Assessoria de Imprensa
da Bancada Municipal do PCdoB) pelos telefones (11) 3873.6083 /
3871.2331 / 3865.4657 / 3675.7683 / 9911.8117.
Informativo
à Imprensa 29/05/01
CPI
da Dívida Pública de São Paulo
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Os
membros da CPI da Dívida reuniram-se ontem (28/5) e decidiram que
na próxima segunda-feira (4/6) ouvirão o ex-secretário de Finanças
da administração Celso Pitta, José Antonio de Freitas.
Já
no dia 11/6 será a vez de Wagner Baptista Ramos, ex-coordenador
da Dívida Pública de São Paulo, dar explicações sobre a emissão
exagerada de títulos públicos pelo município de São Paulo. Ramos
foi localizado pela Comissão, em 25 de maio, em Piracaia, São Paulo,
e comprometeu-se a depor na data marcada.
Na
reunião de hoje também acertou-se o seguinte:
- Apresentar,
nos próximos dez dias, o primeiro relatório parcial sobre a emissão
de títulos públicos para pagamento de precatórios e a dívida com
o Iprem;
- Ir
a Brasília na próxima quarta-feira (30/5) para obter anexos complementares
da CPI dos Precatórios do Senado e participar de audiências com
os Senadores Roberto Requião e Eduardo Suplicy, além do presidente
do Senado, Jáder Barbalho;
- Constatar
junto à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro a veracidade
sobre o falecimento do Sr. Pedro Neiva Filho, ex-funcionário da
Secretaria de Finanças da gestão Paulo Maluf. Os membros da CPI
solicitaram o envio do atestado de óbito para descartar ou não
a possibilidade de homônimo;
- Solicitar
esclarecimentos aos advogados do ex-secretário de Vias e Obras
Públicas, Reinaldo de Barros, que, semana passada, encaminhou
atestado médico à Comissão alegando que não poderia depor nos
próximos 90 dias, por estar submetendo-se a tratamento de apinéia
(distúrbio do sono). Acontece que a Comissão pediu esclarecimentos
a órgãos especializados, como Depto. Médico da CMSP, CREMESP,
Depto. Especializado da Universidade Federal de S. Paulo, e, segundo
respostas da Federal e do Depto Médico da Câmara, o tratamento
clínico não requer prazo tão extenso. A CPI, além de solicitar
esclarecimentos aos advogados de Reinaldo de Barros Filho sobre
o atestado, irá intimá-lo novamente em futuro próximo.
Nesta
nova fase de investigações, os membros da CPI pretendem apurar o
suposto superfaturamento do ex-prefeito Paulo Maluf com obras viárias
na cidade, para tanto, decidiram ter uma audiência com o promotor
Ricardo Blat, que denunciou, na semana passada, no Jornal da Tarde,
que o custo da corrupção nas gestões Pitta e Maluf atingem a cifra
de R$ 13,5 bilhões.
Os
membros da CPI também solicitarão ao Procurador Geral do Município,
César Cordaro, as 52 mil páginas sobre o processo que investiga
o superfaturamento das obras de Maluf. Solicitarão ainda estudo
feito pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
Fazem
parte da Comissão os vereadores, Ana Martins (PCdoB)–presidente,
Milton Leite (PMDB)–relator, João Antonio e Augusto Campos (PT),
Eliseu Gabriel (PDT), Marcos Zerbini (PSDB)e Edivaldo Estima (PPB).
Mais
informações com Alice Cardoso, Assessora de Imprensa, pelo telefone:
(11) 9828-1250 ou com Chico Damaso, Assessor da Bancada, pelo telefone:
(11) 3675.7683 3871.2331 9911-8117.
Projeto
do vereador Claudio Fonseca reorganiza a Jornada de Trabalho
do Professor Adjunto
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O
vereador Cláudio Fonseca (PCdoB) apresentou recentemente à Câmara
Municipal de São Paulo projeto de lei regulamentando a remuneração
integral da jornada de 120 horas de trabalho do Professor Adjunto.
A iniciativa, além de proporcionar melhor qualidade de vida e de
trabalho a esse grupo de profissionais do Ensino, visa oferecer-lhe
disponibilidade suficiente para a plena integração ao projeto político-pedagógico
da escola.
Os
cargos de Professor Adjunto foram criados pela lei n.º 11.229, de
26 de junho de 1992, que atribuiu-lhes a Jornada de Tempo Parcial,
equivalente a 100 horas-aula mensais, podendo realizar de 10 a 20%
desse total em horas-atividade, pelas quais receberia remuneração
adicional.
A
Lei n.º 11.434, de 12 de novembro de 1993, ao reestruturar as Jornadas
de Trabalho dos Profissionais de Educação, atribuiu ao Professor
Adjunto a Jornada Básica do Professor, compreendendo 18 horas-aula
e 2 horas-atividade semanais, perfazendo 20 horas-aula semanais
e 120 mensais. Todavia, estabeleceu que a remuneração dessa carga
horária se daria em Parte Fixa – 50% - e Parte Variável – 50% -,
garantindo ao professor, de antemão, apenas a remuneração da Parte
Fixa, representando 60 horas mensais de trabalho.
"Essa
situação tem levado os Professores Adjuntos, por necessidades financeiras,
a compor sua jornada com a Parte Variável mesmo que isso o leve
a ministrar aulas em duas e até três unidades escolares, com prejuízos
palpáveis em sua qualidade de vida e, principalmente, na qualidade
do trabalho com seus alunos", , afirma o vereador. "Nosso projeto
possibilitará maior vinculação desse profissional com sua escola,
pois limita as condições que obrigam sua transferência de uma unidade
para outra".
Informações
adicionais com Chico Damaso / Graziela Salomão (Assessoria de Imprensa
da Bancada Municipal do PCdoB) pelos telefones (11) 3873.6083 /
3871.2331 / 3865.4657 / 3675.7683 / 9911.8117.
Aviso
de pauta:
Sessão
solene na Câmara Municipal marca o "Dia Internacional de Luta
pela Saúde da Mulher"
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Evento
é uma iniciativa da vereadora Ana Martins que pretende alertar a
sociedade sobre os altos índices de morte materna, um dos mais sensíveis
indicadores das condições de vida de uma população
A
Câmara Municipal de São Paulo realiza, em 29 de maio, às 15h, sessão
solene alusiva ao Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher.
A iniciativa, da vereadora Martins (PCdoB), também servirá para
lembrar o Dia de Combate à Mortalidade Materna, comemorado nacionalmente
em 28 de maio.
A
sessão visa conscientizar autoridades e população sobre as inúmeras
mortes maternas que poderiam ser evitadas com um pouco mais de atenção
por parte do governo. Uma solução para o problema seria a implantação
do PAISM – Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, através
do SUS. O programa poderia evitar aproximadamente 90% dos casos
de morte por complicações na gestação, parto e puerpério (pós-parto).
O
Brasil apresenta um coeficiente de cerca de 110 mortes maternas
em cada cem mil nascidos vivos. O índice é a mesmo encontrado nos
países mais pobres da América Latina.
Programa
"Mulher: Sua Saúde, Seus Direitos"
A vereadora Ana Martins, aliás, tem feito gestões junto à Prefeitura
de São Paulo, Secretaria da Saúde e Secretaria do Governo do Município,
para que seja retirado o veto ao projeto 192/97 de sua autoria,
que implanta o PAISM na cidade de São Paulo. O programa "Mulher:
Sua Saúde, Seus Direitos" instituiu uma campanha educativa de larga
escala para fornecer informações essenciais ao público feminino.
O
programa "Mulher: Sua Saúde, Seus Direitos" tem o objetivo de difundir,
por intermédio de seminários, palestras, cartilhas e outros veículos,
conhecimentos importantes nas áreas de Saúde da Mulher, Gravidez,
Parto e Pós-Parto, Adolescência Feminina, Prevenção a Aids, Menopausa
e Terceira Idade etc. Também prevê a criação e distribuição, pela
Rede Municipal de Saúde, do "Cartão da Mulher", que servirá para
controle de consultas, exames e tratamentos de Ginecologia, Citologia
Oncológica, Mamografia, Ecografia, Teste de Osteoporose, Planejamento
Familiar, Gestação, Menopausa e Terceira Idade.
Outras
iniciativas
Autora da lei 12.464/97, que criou a "Semana de Prevenção e Controle
da Osteoporose no Município de São Paulo", a vereadora Ana Martins
também trabalha, neste momento, para a aprovação de outros dois
projetos importantíssimos para a saúde da mulher especificamente
e da sociedade de forma geral: o PL 321/94 assegura o acesso ao
Planejamento Familiar através do Sistema Único de Saúde (SUS); o
PL 292/99 dispõe sobre o aleitamento materno das funcionárias públicas.
Informações
adicionais com Chico Damaso/Graziela Salomão, Assessoria de Imprensa
da Bancada do PCdoB, pelos telefones (11) 3871-2331/3873-6083/3865-4657
ou 9911-8117 ou com Alice Cardoso, Assessora de Imprensa da Vereadora
Ana Martins (PCdoB), pelos telefones (11) 3111-2226.
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